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  20:18

Moraes manda PF fazer buscas contra blogueiro que denunciou uso ilegal de carro Flávio Dino

 Flávio Dino e o presidente do TJMA, Froz Sobrinho

O blogueiro Luís Pablo tornou-se alvo de um mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após publicar reportagens denunciando o uso supostamente ilegal de um carro blindado pertencente ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) por familiares do ministro Flávio Dino. As matérias mostram que o veículo oficial circulava em São Luís (MA) sendo utilizado pela família do ministro sem cessão formal, sem documento autorizativo e em desacordo com resoluções do Conselho Nacional de Justiça.

Segundo o blogueiro, documentos do próprio STF e normas do CNJ contradiziam a utilização privada do automóvel, o que, segundo as reportagens, configuraria irregularidade administrativa. Ele ainda traz a informação de que Dino já tem outro carro à sua disposição quando está no Maranhão, cedido pelo Estado por ter sido governador. Na prática, ele tinha dois carros.

Em uma das matérias, publicada no dia 3 de março de 2026, o site afirmou que, após a denúncia, o próprio STF teria solicitado oficialmente o carro ao TJMA, reforçando o impacto da revelação e o desconforto causado no Judiciário. Ou seja, dando ar de legalidade ao que antes era ilegal.

Dias depois da segunda reportagem, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal cumprisse mandado de busca na casa de Luís Pablo, em São Luís, incluindo o caso em inquérito de suposto crime de perseguição contra Flávio Dino, pelo fato de o jornalista investigar os caminhos que o carro fez para saber, inclusive, que o ministro não estava no veículo e sim seus familiares. A ação apreendeu celulares e um computador, que agora passam por perícia. O caso tramita sob sigilo no STF.

Em nota, Luís Pablo afirmou que ainda aguarda acesso aos autos para entender os fundamentos da decisão, reiterou seu compromisso com o jornalismo e disse que suas reportagens se baseiam em documentos oficiais e de interesse público. As publicações, segundo ele, apenas expuseram fatos comprováveis sobre o uso indevido de um bem público.

Com informações do G1 e luispablo.com.br

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