A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (30), uma operação com o objetivo de desarticular um esquema criminoso de fraude tributária que causou prejuízos milionários a uma empresa sediada em Teresina, com desdobramentos no estado de Goiás.
Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, além de medidas de sequestro de 8 imóveis e bloqueio de contas bancárias que somam R$ 10.075.476,23. As investigações apontam a atuação de três principais suspeitos, identificados pelas iniciais F.L.F.C., A.S. e F.W.B.
De acordo com as investigações, o grupo criminoso atuava oferecendo supostos serviços de consultoria tributária a empresas, prometendo reduzir a carga fiscal por meio de compensações junto à Receita Federal. No entanto, tais procedimentos eram ilegais e baseados em créditos inexistentes, o que gerava uma falsa sensação de regularidade para as vítimas.

De acordo com a polícia, uma empresa foi induzida ao erro ao longo de vários anos, realizando pagamentos milionários a título de honorários pelos supostos serviços. Durante esse período, os investigados utilizavam documentos fraudulentos e informações enganosas para sustentar uma falsa regularização fiscal, o que posteriormente resultou em autuações e aplicação de multas que ultrapassam R$ 3,5 milhões por parte dos órgãos competentes.
O grupo contava com o uso de pessoas físicas e jurídicas para viabilizar a movimentação e ocultação dos valores obtidos de forma ilícita. Os investigados devem responder pelos crimes de estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
As diligências estão sendo realizadas nas cidades de Teresina e Goiânia, em Goiás, considerados os principais núcleos de atuação do esquema criminoso, além de outros municípios goianos onde foram identificados bens e possíveis ramificações da organização.

A ação é coordenada pela Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISP), em conjunto com a Superintendência de Operações Integradas (SOI) e conta com o apoio da Polícia Civil de Goiás.
De acordo com o coordenador da SOI, delegado Matheus Zanatta, a operação representa um avanço significativo no combate a crimes financeiros estruturados.



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