
O Tribunal do Júri julgou nesta quinta-feira, 28/08, Francisco das Chagas Rodrigues dos Santos, vulgo Maradona e Davi Wellington da Silva Lima, vulgo Magrão. Eles são acusados de ter tentado assassinar Francisco das Chagas da Silva Ribeiro, vulgo Chaguinha a tiros no dia 10 de janeiro de 2018 em Campo Maior.
Segundo os autos do processo, Maradona teria divergências com Chaguinha por causa de um pássaro do tipo cabeça de bode. Isso teria motivado Maradona ir ao encontro de Chaguinha e ao localiza-lo no Bairro Paulo VI teria disparado quatro vezes. Sendo que apenas um tiro acertou a vítima pelas costas na altura do ombro.
Davi Wellington seria o piloto da moto que conduziu Maradona e responde como coautor no crime.
Durante o julgamento apenas Maradona compareceu e preferiu ficar calado. Magrão não foi localizado. A vítima também não compareceu.
Promotor Sergio Reis Coelho defendeu que Maradona cometeu uma tentativa de homicídio qualificada por motivo fútil e de maneira que não permitiu defesa da vítima com tiro nas costas.

Argumentou ainda que Magrão concorreu para a prática do crime, ou seja, colaborou dividindo as tarefas pois pilotava a moto levando Maradona para cometer o delito.
O Defensor Público Roosevelt Furtado de Vasconcelos Filho, que fez a defesa de Magrão e o advogado João Paulo Cruz Oliveira que defendeu Maradona argumentaram que o processo não consta nenhuma prova contra os réus, por isso sustentaram negativa de autoria e pediu a absolvição.

O Juiz Caio Emanuel Severiano Santos e Sousa proferiu a sentença após julgamento dos jurados que reconheceram a materialidade, mas não reconheceram a tentativa de homicídio desclassificando para lesão corporal de natureza grave a ambos os acusados. A pena para os dois réus foi de três anos e nove meses em regime aberto. Eles já cumpriram dois anos e oito meses e estavam em liberdade depois de um pedido de relaxamento de prisão.
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