O Tribunal do Júri de Campo Maior realizou, nesta sexta-feira (28), o julgamento de Francimário Joaquim da Silva, acusado de atentar contra a vida de José de Ribamar em um crime ocorrido em 18 de fevereiro de 2016, na localidade Bezerro, região próxima ao Passarempo, entre os municípios de Campo Maior e Coivaras.
O caso tem origem em uma disputa por terras que já dura cerca de 20 anos entre as famílias envolvidas. Durante o episódio, Francimário realizou um disparo de arma de fogo, que atingiu a coxa de Ribamar. O réu confessou a autoria do tiro.
A sessão foi conduzida pela juíza Ana Carolina, com atuação do promotor Marcondes Pereira, representando o Ministério Público, e do defensor público Roosevelt Furtado, responsável pela defesa técnica do acusado.

Em plenário, o Ministério Público sustentou a tese de tentativa de homicídio, afirmando que o disparo foi efetuado de forma traiçoeira, o que teria impossibilitado a reação da vítima.
A defesa, por sua vez, também reconheceu a autoria, mas argumentou que Francimário agiu em legítima defesa. Segundo a versão apresentada, Ribamar teria avançado contra o réu utilizando uma estaca, momento em que Francimário correu e atirou para trás, atingindo a coxa da vítima sem intenção de matar. Diante disso, o defensor pediu a absolvição do acusado.
Após a análise do caso, o Conselho de Sentença decidiu pela desclassificação do crime de tentativa de homicídio para lesão corporal grave. A juíza fixou a pena em 1 ano de reclusão, considerando que, embora Francimário responda a outros processos, esta foi sua primeira condenação, o que garantiu o reconhecimento da primariedade.
Francimário, contudo, permanece preso por conta de um outro processo em andamento, no qual responde por estupro.




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