Entre no
nosso grupo!
WhatsApp
  RSS
  Whatsapp

  12:20

Advogado abandona defesa do senador Ciro Nogueira 04 dias após ser contratado

 crédito: CB/DA.Press

O escritório de advocacia Almeida Castro, Castro e Turbay Advogados comunicou à imprensa nesta segunda-feira (11) que não representa mais o senador Ciro Nogueira (PP-PI) no caso Master.

Segundo o advogado Antônio Carlos Almeida Castro, o Kakay, a saída foi em “comum acordo”. O jurista que é bastante renomado nacionalmente vinha afirmando que seu então cliente era inocente, porém que ainda precisava ter acesso aos autos para ter conhecimento de todas as provas utilizadas pela Polícia Federal, e agora de repente e coincidentemente após ver o processo, anuncia o cancelamento do contrato com o senador.

Ciro, que também é presidente do Progressistas, foi alvo da PF (Polícia Federal) na última quinta-feira (7). A PF aponta que o parlamentar recebeu mesada do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para defender os interesses do banco no Congresso Nacional.

Em entrevista à CNN na semana passada, após a operação, o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro afirmou que o parlamentar não recebeu qualquer tipo de repasse ou “mesada” do ex-banqueiro e controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

“Com certeza esse dinheiro não chegou na conta do Ciro. Eu garanto, em nome do Ciro Nogueira, que não houve mesada”, declarou Kakay.

Na investigação, a PF identificou pagamentos mensais que variavam de R$ 300 mil até R$ 500 mil, coordenados pelo ex-banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao senador.

Os investigadores encontraram trocas de mensagens entre Felipe Cançado Vorcaro, primo de Daniel, e o ex-banqueiro, em que eles falavam sobre os valores.

O primo foi alvo de um mandado de prisão temporária na quinta-feira (7), durante a quinta fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela PF.

Segundo a PF, os repasses mensais ao parlamentar eram realizados em razão da "parceria BRGD/CNLF". A empresa BRGD S.A., ligada à família Vorcaro, servia como a fonte primária dos recursos, enquanto a CNLF Empreendimentos Imobiliários, vinculada ao senador e administrada formalmente por seu irmão, Raimundo Neto e Silva Nogueira Lima, recebia o fluxo de valores.

Raimundo também foi alvo da operação. Mendonça determinou que ele passe a usar tornozeleira eletrônica, além de tê-lo proibido de se ausentar da comarca de residência e suspendido sua atividade de natureza econômica ou financeira.

De acordo com a investigação, Ciro Nogueira também teria recebido um envelope com uma sugestão de emenda parlamentar elaborada pelo Banco Master.

O caso envolve a chamada “emenda Master” (Emenda nº 11 à PEC nº 65/2023), que buscava ampliar o limite de garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão.

Ciro Nogueira também se pronunciou e negou qualquer irregularidade.

 

Fonte: CNN

Mais de Brasil