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  16:29

O Departamento de Homicídio e Proteção a Pessoas (DHPP) prendeu Paulo André, apontado pela polícia como integrante do grupo suspeito de assassinar Francisco Wanderson do Nascimento Rego, de 27 anos. Com a prisão, chega a sete o número de pessoas presas durante as investigações.

Francisco Wanderson foi morto a tiros dentro da própria residência, na madrugada do dia 28 de julho, no bairro Santa Rosa, em José de Freitas, município localizado a cerca de 50 quilômetros de Teresina. A ação foi registrada por câmeras de segurança.

Segundo o delegado Bruno Ursulino, responsável pelas investigações, Paulo André já havia sido apontado como integrante do grupo e teria participado do levantamento da residência da vítima antes do crime.

“Paulo André é o sétimo preso nesse caso. Desde o momento em que a gente pediu as prisões temporárias dos outros indivíduos que se encontravam encarcerados, a gente já tinha demonstrado que o Paulo André tinha tido uma atuação diretamente no levantamento da casa da vítima, às vésperas do evento de 28”, informou.

As investigações apontaram que Paulo André esteve em José de Freitas no dia 27, acompanhado de Isaac. Os dois teriam passado em frente à residência de Francisco Wanderson e indicado o imóvel a outras pessoas.

“A gente consegue comprovar que o Paulo André esteve no dia 27 lá na região da cidade de José de Freitas, acompanhado da pessoa do Isaac. E aí, juntos, eles fazem o levantamento da casa do Anderson e lá eles mostram para as pessoas onde é a casa do Anderson. E aí, dessa forma, no dia seguinte, torna a ação eficaz, em que chegou o grupo armado, naquela caminhonete branca, da forma como todo mundo já viu nos circuitos de vigilância”, explicou.

Durante o depoimento, Paulo André confirmou à polícia que esteve em José de Freitas no dia anterior ao crime. Segundo o delegado, ele afirmou que estava acompanhado de Isaac e que os dois passaram em frente à casa da vítima, mas negou saber o que aconteceria com Francisco Wanderson.

“Ele disse que não sabia o que ia acontecer com o Anderson, mas confirma que, de fato, ele e Isaac passaram na frente da casa da vítima, que o Isaac aponta a casa da vítima para uma pessoa que ele não sabe informar quem era. Ele confirma que o Isaac estava ao telefone na hora e aponta o telefone dele para a casa da vítima e mostra para essa pessoa, que o Paulo André disse que não sabia. E aí ele também afirma que não sabia o que iam fazer com essa vítima”, detalhou.

Ainda segundo Bruno Ursulino, Paulo André não teria vínculo com o empresário Wesley, que também é investigado no caso, mas teria relação de amizade com John Lennon, preso anteriormente durante as investigações.

“Não existe vínculo entre essas duas pessoas. Existe vínculo de amizade entre o Paulo André e o John Lennon. Porque o John Lennon e o Paulo André moraram na mesma região aqui da cidade de Teresina e tiveram o mesmo período presos lá no presídio. E aí ele afirma que conheceu ele preso e também afirma que já conhecia na época em que se encontrava solto, na região do Poti”, afirmou.

Integrante de grupo armado é preso suspeito de assassinar homem em residência no Piauí

Prisão de John Lennon

John Lennon foi preso na quarta-feira (23). Ele é apontado como um dos homens que aparecem na caminhonete branca usada para transportar o grupo armado até o local do crime.

Durante a prisão, John Lennon foi encontrado com uma arma. Conforme o delegado, a investigação aponta que o crime estaria relacionado à disputa territorial pelo tráfico de drogas em José de Freitas.

No dia do assassinato de Francisco Wanderson, seis homens fortemente armados e com coletes balísticos invadiram a casa da vítima e efetuaram disparos. Segundo a investigação, a morte teria sido motivada pela disputa pelo tráfico de drogas na região.

Durante a operação, a polícia também cumpriu mandados na residência de um empresário identificado apenas como Wesley. A participação dele no caso ainda é investigada.

Na casa, foram encontradas armas e um colete balístico. Wesley já responde por um homicídio praticado contra outro empresário em José de Freitas. O material apreendido será analisado, e o empresário deverá ser intimado a prestar esclarecimentos.

Próximas etapas 

O delegado informou que a equipe vai analisar o material e as informações obtidas durante a operação para definir as próximas diligências.

“Nós vamos analisar os elementos e informações que foram colhidos, vamos debater em equipe as próximas diligências para que a gente possa, de forma concreta, avançar nessa investigação. As pessoas que tinham para prender a gente consegue, até o momento, dar cumprimento a esses mandados, mas vamos analisar o todo e verificar se esses são todos os envolvidos”, finalizou.

O inquérito segue em andamento no DHPP.

 

Fonte: Cidade Verde

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