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  15:24

Nova Maternidade investe em cuidado humanizado com uso de redinhas para promover conforto e desenvolvimento de prematuros

A Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER) faz uso de redinhas na Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (Ucinco), em bebês prematuros que já não necessitam de terapia intensiva, mas ainda precisam de assistência especializada. A técnica busca oferecer mais conforto, aconchego e estímulos positivos, auxiliando na organização postural, na autorregulação e na criação de um ambiente mais calmo durante a internação, aproximando a experiência do bebê da vivência intrauterina.

A médica pediatra Marina Targa destaca que o recurso fortalece o cuidado humanizado dentro das unidades, proposto pelo Método Canguru. “A redinha proporciona estimulação sensório-motora e acolhimento para os nossos bebês, especialmente aqueles que nasceram prematuros. Ela favorece a organização postural, o que é importante dentro do contexto de neuroproteção na unidade neonatal”, explica a profissional.

A médica explica ainda que o uso da redinha está alinhado às recomendações do Método Canguru, que orienta todo o cuidado humanizado ao recém-nascido prematuro. O objetivo é reduzir ruídos, luzes intensas e outros estímulos nocivos nas unidades neonatais favorecendo uma ambiência acolhedora e adequada ao desenvolvimento neurológico.

“A postura em flexão, proporcionada pela redinha, ajuda na organização sensorial e na autorregulação, especialmente em bebês mais irritados. Quando o recém-nascido não pode estar em posição canguru, ele deve ser mantido posturado no ninho ou na redinha, sempre em flexão, o que contribui para seu conforto, seu sono e sua estabilidade sensorial”, acrescenta Marina.

A produção das redinhas é realizada pelo setor de costuraria da própria maternidade. Já foram confeccionadas 30 unidades. Após o uso pelos recém-nascidos, as redinhas retornam para a lavanderia, onde passam por todo o processo de higienização, permitindo a reutilização segura por outros bebês.

“A produção das redinhas começou após uma solicitação da Ucinco, que identificou a necessidade de incorporar essa técnica ao cuidado dos recém-nascidos. É muito gratificante ver o trabalho da costuraria contribuindo para o conforto e o desenvolvimento dos bebês prematuros”, destacou Roberta Soares, coordenadora do setor.

Gabriele Borges, de Teresina, acompanha a filha Ana Isabel, que nasceu prematura com 30 semanas. Ela relata que percebeu uma melhora significativa no comportamento e na estabilidade do bebê após o início do uso da redinha na Ucinco.

“Eu percebo que ela fica muito mais calma e tranquila na redinha. Antes, ela estava bem agitada, com os batimentos acelerados, mas, quando colocaram ela na redinha, os batimentos diminuíram e ela passou a dormir melhor. Ela fica mais aconchegada, mais confortável. A gente vê que ela relaxa, descansa e dorme por mais tempo. Para mim, é muito gratificante ver essa melhora, porque tudo que é bom para ela também traz mais segurança para mim. Eu nunca tinha visto esse método de perto e fiquei encantada quando encontrei ela na redinha pela primeira vez. Até mandei foto para toda a família; todo mundo achou lindo e ficou impressionado com o quanto ela ficou bem”, disse a mãe.

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