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  15:22

Master: mulher de Alexandre de Moraes atua em caso enviado para Toffoli no STF

A decisão da Justiça Federal de São Paulo que encaminhou ao ministro Dias Toffoli do STF (Supremo Tribunal Federal) o processo que investiga suspeitas de insider trading envolvendo os empresários Nelson Tanure e Gilberto Benevides em operações com ações da Gafisa aponta o Banco Master como um dos interessados no inquérito.

O Master é representado pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, que mantém um contrato de R$ 129 milhões com o banco controlado por Daniel Vorcaro. A informação foi publicada por Malu Gaspar, no jornal O Globo.

As informações constam em despacho da juíza federal Maria Isabel do Prado. Além de Viviane, dois filhos do ministro Alexandre de Moraes, Alexandre e Giuliana, também integram o escritório Barci de Moraes e atuam no caso em nome do Banco Master. 

Se o inquérito for levado ao plenário da Corte, o caso relatado por Dias Toffoli poderá ser analisado pelo próprio Moraes.

O envio do processo ao Supremo ocorreu devido às conexões entre a investigação envolvendo a construtora Gafisa e o caso das fraudes atribuídas ao Banco Master, mencionadas na denúncia apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) contra Tanure e Benevides em dezembro. Essas ligações foram posteriormente reconhecidas pela defesa de Tanure, que também é investigado no inquérito relacionado ao banco.

Liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado, o Banco Master aparece nos autos como terceiro interessado — classificação atribuída a pessoas físicas ou jurídicas que, embora não integrem a ação originalmente, podem ter seus direitos afetados pela decisão final da Justiça. 

Também são listados como terceiros interessados o investidor Vladimir Joelsas Timerman, acionista da Gafisa cuja denúncia deu origem à investigação, sua gestora Esh Capital, a própria construtora e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Embora Daniel Vorcaro e o Banco Master não tenham sido denunciados pelo MPF no caso específico da Gafisa, as apurações sobre as supostas irregularidades atribuídas a Tanure e Benevides alcançaram gestoras como Trustee e Planner, além de fundos sob investigação no âmbito do banco.

Fonte: Uol e Globo

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