Continua a polêmica no município de Piripiri após o deputado estadual Marden Menezes acusar a prefeita Jôve Oliveira (PT) de perseguição. Segundo o deputado, a gestora marcou o corso “PeryPery” para a mesma data em que ele já havia anunciado o “PréPiri”, o primeiro pré-carnaval de Piripiri.
Após os embates políticos, não pode passar despercebido que o município de Piripiri está oficialmente reconhecido pelo Governo Federal como em situação de emergência, devido à seca prolongada.
Além da festa em plena situação de emergência, vem mais uma polêmica. Segundo os extratos publicados pela própria prefeitura, o cantor baiano Igor Kannário foi contrato, via a empresa Arco e Flexa Locações, pelo valor de R$ 300 mil, para duas horas de apresentação no dia 6 de fevereiro.
A outra atração, O Kannalha, contratada via empresa APAVE Locações, vai custar ao povo de Piripiri o valor de R$ 150 mil, para show de uma hora e meia no dia 7 de fevereiro.
Somados, os dois contratos chegam a R$ 450 mil apenas com as duas atrações musicais, sem contar com trio elétrico, som, geradores e outras estruturas. A cifra é considerada alta principalmente diante da crise alegada pela própria gestora para ter o município reconhecido como em situação de emergência.
EVENTO SEM TRADIÇÃO E MARCADO POR DISPUTA POLÍTICA
A polêmica continua, uma vez que o corso anunciado pela prefeita Jôve Oliveira não seria um evento tradicional do calendário cultural de Piripiri, segundo Marden, o que intensificou o debate sobre prioridades no uso dos recursos públicos.
RECOMENDAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Com a repercussão negativa, o Ministério Público do Piauí passou a acompanhar o caso e recomendou a suspensão dos contratos do Corso PeryPery. O MP argumenta que os gastos ultrapassam o limite previsto no orçamento municipal para eventos culturais no ano; que a vigência do decreto de emergência exige responsabilidade reforçada na aplicação dos recursos; e que festas e shows, nesse contexto, podem comprometer ações prioritárias, como abastecimento de água, assistência social e apoio às áreas mais afetadas pela seca.
REAÇÃO DA PREFEITURA
A prefeitura informou que analisa a recomendação do Ministério Público e que as despesas do evento não utilizam recursos destinados à Defesa Civil, ressaltando o impacto positivo que a festa teria para o comércio, o turismo e a economia local.
Ainda assim, o debate permanece aceso entre moradores, opositores e entidades de controle sobre ser mesmo o momento adequado para uma festa sem tradição e com gastos de alto valor.


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