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  12:07

Vereadora e servidora da Alepi são afastadas após operação da PF contra crimes eleitorais no PI

 Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal no Piauí deflagrou, na manhã desta quinta-feira (29), a Operação Escudo Eleitoral III, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa suspeita de atuar em crimes eleitorais no contexto das Eleições Municipais de 2024.

Durante a ação, foram cumpridas duas medidas cautelares de afastamento do exercício de cargos públicos: contra a vereadora de Piracuruca, Adriana Fontenele, conhecida como Adriana Enfermeira (PT), e contra Maria Thamyres, servidora da Assembleia Legislativa do Piauí.

Segundo a investigação da PF, Alexandro, apontado como liderança do tráfico de drogas na região e integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), teria utilizado dinheiro da facção para bancar a campanha da irmã, Adriana, e viabilizar a indicação de sua filha, Tamyres, para um cargo na Casa Legislativa.

Com apoio do Canil da Polícia Civil do Piauí, policiais federais cumpriram ainda 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Piracuruca (PI) e Águas Lindas (GO). As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo de Garantias do Núcleo I da Justiça Eleitoral do Piauí. 

Segundo a Polícia Federal, as medidas têm como finalidade impedir o uso de cargos públicos para a ocultação de provas, influência sobre testemunhas ou manipulação da estrutura estatal em benefício dos investigados. A ação também busca preservar a investigação, evitar a continuidade das práticas criminosas e garantir o regular funcionamento do processo democrático.

Investigação

As apurações tiveram início em novembro de 2025, a partir do compartilhamento de informações oriundas de uma investigação criminal anterior. Os dados indicaram uma possível ligação entre integrantes de facção criminosa e o financiamento eleitoral, hipótese que passou a ser aprofundada no âmbito da Polícia Federal.

De acordo com a investigação, há indícios da utilização de recursos de origem criminosa para o financiamento de campanhas eleitorais, além de práticas ilícitas voltadas à obtenção de votos, como a dissimulação da origem de valores e bens empregados durante o processo eleitoral.

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, captação ilícita de sufrágio (compra de votos), falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro. As investigações seguem em andamento, e novas medidas não estão descartadas após a análise do material apreendido.

Com informações do GP1

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