Entre no
nosso grupo!
WhatsApp
  RSS
  Whatsapp

  14:24

 Foto: Campo Maior em Foco

A Polícia Civil do Piauí realizou, na manhã desta sexta-feira (20), a exumação do corpo do jovem Jesus Garcia de Sousa Santos, de 23 anos, no Cemitério do Bairro Cidade Nova, em Campo Maior, no Norte do estado.

A exumação ocorreu após o Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) se manifestar favoravelmente ao pedido feito pela família. Inicialmente, a morte foi atribuída a um suposto infarto. Jesus Garcia foi encontrado sem vida no dia 29 de dezembro de 2025, enquanto trabalhava em uma fazenda localizada na região do Pé da Serra.

O Campo Maior em Foco apurou que a perícia de local foi realizada e o corpo foi levado direto ao IML, e não havia marcas de agressão no corpo, sendo encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito, onde seria informada a causa da morte. Porém, um familiar da vítima assinou um documento informando que não precisaria abrir o corpo para checar todos os detalhes, então o corpo não foi aberto.

Após o corpo chegar em Campo Maior, a família observou lesões na mão e nos pés que poderiam indicar um possível choque elétrico e solicitou esse novo exame.

Leia também- Caso Jesus Garcia: Ministério Público pede exumação de jovem que morreu em Campo Maior

Campo Maior registra duas mortes de jovens com suspeita de infarto em 24h

De acordo com o delegado Bernardo, titular do 1º Distrito Policial, como o corpo já se encontrava em avançado estado de decomposição, foram retiradas apenas algumas partes para encaminhamento à perícia e a um patologista, a fim de identificar a causa da morte. Devido à complexidade do caso, não há prazo para a conclusão dos exames.

“A gente vai realizar diligências para que a gente possa sanar por completo esse fato e acabar de uma vez com essa dúvida para saber se realmente foi uma morte natural ou se foi a morte decorrente de algum incidente, imprudência, algum homicídio culposo que possa haver responsável.”

Durante a exumação, estiveram presentes médicos legistas, peritos, representantes do Ministério Público e um assistente técnico contratado pela família para acompanhar os procedimentos.

Ainda segundo o delegado, no local da exumação os peritos também realizaram a abertura do corpo para examinar órgãos e demais estruturas. “Na verdade, esse é um caso complexo. Inicialmente foi tratado como morte natural, mas posteriormente surgiu a dúvida de que poderia ter sido ocasionado por uma descarga elétrica”, destacou.

Mais de Campo Maior