O governo do presidente Lula, atraves do Ministério da Cultura, autorizou a liberação de aproximadamente R$ 2,5 milhões por meio da Lei Rouanet para financiar o espetáculo teatral Trocando em Miúdos, que fala sobre a carreira do cantor e compositor Chico Buarque e será apresentado na Europa, em Portugal, nas cidades de Lisboa e Porto.
A autorização prevê que os recursos sejam obtidos por meio de renúncia fiscal, mecanismo no qual empresas e pessoas físicas destinam parte de seu imposto de renda a projetos culturais aprovados, em troca de abatimento tributário, sem que o valor saia diretamente do orçamento público.
Segundo o texto oficial de aprovação, o espetáculo consiste em um roteiro artístico de teatro musical inovador, que combina músicas e poesias de Chico Buarque em uma narrativa dramatúrgica sobre conflitos humanos e sociais. A dramaturgia é de Sacha Lídice Pereira, e a proposta é difundir a obra do artista brasileiro, lógico, fora do Brasil, mas pago com dinehrio do brasileiro.

Lei Rouanet bate record em liberação de recursos públicos a artistas no governo Lula
Os R$ 2,5 milhões destinados ao projeto fazem parte de um conjunto maior de incentivos culturais no Brasil que bateram recorde de captação no governo Lula. De janeiro de 2023 a 4 de julho de 2025, os projetos aprovados pela Lei Rouanet somaram cerca de R$ 6,5 bilhões em incentivos fiscais, já corrigidos pela inflação.
No ano de 2024, o total captado via Lei Rouanet atingiu R$ 3,1 bilhões, o maior volume anual registrado no atual mandato federal. Já no primeiro semestre de 2025, foram captados R$ 769 milhões, indicando continuidade no ritmo de uso do dinheiro público para financiar projetos que, em muitos casos, nem é para o povo brasileiro.
Críticas e debates
Projetos de grande porte aprovados pela Lei Rouanet frequentemente geram debate público sobre prioridade no uso de incentivos culturais, especialmente quando os valores são destinados a produções com artistas já consagrados e fora do território nacional. A discussão envolve também o equilíbrio entre o incentivo à cultura e as demandas em setores como saúde, educação básica e infraestrutura.

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