A Prefeitura de Bocaina, no Sul do Piauí, inaugurou na tarde da última sexta-feira (30) a reforma do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). No entanto, um detalhe chamou atenção: uma rampa de acessibilidade que dá acesso a uma parede.
Imagens registradas durante a solenidade mostram que a rampa foi construída, pintada e entregue como parte da reforma, mas termina em uma parede, sem qualquer porta ou passagem que permita o acesso ao interior do prédio.
O episódio se torna ainda mais grave porque a obra foi oficialmente inaugurada, com direito a descerramento de fita e presença de diversas autoridades municipais, incluindo o prefeito Guilherme Macedo, o vice-prefeito Naldo Leão, secretários e vereadores. Mesmo diante da falha visível, a reforma foi apresentada como concluída e apta para uso.

A situação levantou dúvidas sobre a fiscalização da obra, o projeto de engenharia e a responsabilidade técnica envolvida. Afinal, como uma rampa sem acesso passa por engenheiro, pela fiscalização da prefeitura e ainda é inaugurada sem questionamentos?
No Brasil, a acessibilidade é um direito garantido em lei, e toda construção ou reforma de edificações públicas ou de uso coletivo deve eliminar barreiras e permitir o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida de forma segura e eficiente.


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